Zanotta: Aurelio, o editor — o homem que publicava móveis como livros
Há empresários que fabricam e visionários que editam: Aurelio Zanotta pertencia aos segundos. Desde 1954, a sua casa milanesa tratou os móveis como uma editora trata os autores — publicando 148 designers de 18 nações, de Achille Castiglioni a Bruno Munari, de Carlo Mollino a Ettore Sottsass, e defendendo ideias que ninguém mais ousava produzir: o Sacco sem forma, o banco Mezzadro com assento de trator, o Sciangai que se dobra como jogo de pauzinhos. O tempo deu-lhe razão: cinco Compasso d'Oro e 336 peças nas coleções permanentes de 60 museus.
A La Mercanti traz a Zanotta a escritórios e hotéis portugueses — edições originais, histórias que se sentam.
Documentos e catálogos
Perguntas Frequentes
O que significa «editar» design?
Escolher autores e defender obras: Aurelio Zanotta produzia o que outros recusavam — ideias radicais que pareciam piadas e acabaram em 60 museus. O editor vê antes; a história confirma depois.
Como entram estas peças num projeto de escritório?
Como pontuação: um Sacco na zona criativa, um Sciangai na entrada, uma Maggiolina no canto de leitura — originais que dão ao espaço uma cultura que nenhum acabamento compra.
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