Há datas que damos e datas que nos recusamos a dar — e essa recusa protege-o a si

Qualquer fornecedor consegue dizer uma data ao telefone: custa pouco e agrada muito. O problema é que uma data dita sem a fábrica é um palpite vestido de promessa — e quem paga o palpite, no fim, é a sua obra. Por isso aqui funciona ao contrário: só damos a data que a fábrica assinou, e enquanto ela não existe dizemos claramente «ainda não está confirmado». A recusa incomoda menos do que uma equipa de montagem à espera de um camião que não vem.

A encomenda percorre cinco etapas, e em cada uma sabe três coisas: o que acontece, o que recebe por escrito, e o que pode correr mal ali — com quem o resolve. O orçamento diz o que está incluído e o que não está, pelo nome; a confirmação leva os artigos, os acabamentos e a data subscrita. O distribuidor somos nós, dos escritórios de San Benedetto del Tronto, em Itália: entre a oficina e a sua obra há uma só empresa, e um detalhe combinado na primeira etapa não se perde na quarta.

Abaixo estão as cinco etapas, da primeira mensagem à última caixa no lugar. Um conselho de leitura: não pare no que fazemos quando tudo corre bem — isso prometem todos. Leia o que acontece quando algo emperra: é aí que se escolhe um fornecedor.

Perguntas Frequentes

Porque não me dizem já um prazo ao telefone?
Porque ainda não o temos, e preferimos essa resposta a um palpite. O prazo verdadeiro nasce quando a fábrica confirma a data com os acabamentos escolhidos — e é essa, por escrito, que lhe damos. Um fornecedor que responde sempre com números redondos ao telefone está a vender-lhe conforto, não informação.
A partir de quando conta o prazo de entrega?
Da confirmação da encomenda, com os acabamentos decididos — não do primeiro telefonema nem do orçamento. O tempo gasto a escolher uma madeira soma-se ao calendário, e dizemo-lo enquanto acontece, não depois. A data confirmada fica escrita na confirmação, ao lado dos artigos.
E se a fábrica atrasar a data?
Sabe-o por nós, com a data nova e o motivo, assim que a fábrica nos comunicar — não por reparar que o camião não chegou. Um atraso anunciado cedo reorganiza-se; um descoberto no dia da entrega custa uma equipa de montagem em vão e às vezes uma obra parada.
Chegou uma caixa danificada — qual é a minha parte?
Uma fotografia e o número da encomenda; o resto é nosso. A reclamação junto da fábrica e do transportador conduzimo-la nós, e a si volta uma resposta — o que é substituído e quando — não um número de telefone para se desenvencilhar. É a etapa onde se vê a diferença entre um vendedor e um responsável.
Vários fabricantes no mesmo projeto — quantas entregas recebo?
Uma, quando agrupar faz sentido: cadeiras de uma oficina, mesas de outra, arrumação de uma terceira, reunidas num só envio com uma marcação e um só conjunto de documentos. Menos camiões, menos datas a vigiar, uma só pessoa a quem ligar se faltar uma caixa na contagem.

As cinco etapas — com a coluna que costuma faltar

O que acontece, o que fica escrito, o que pode emperrar em cada uma.

A primeira mensagem
Uso do espaço, quantidade aproximada, destino, prazo; ajuda uma planta, mesmo um esboço cotado. Risco: descrever um desejo em vez de um uso — corrigimo-lo nós, com as perguntas certas antes de abrir o catálogo.
O orçamento
Chega escrito: artigos, acabamentos, transporte e a lista explícita do que não está incluído. Risco: compará-lo com uma proposta que se cala sobre custos — a linha das exclusões põe as duas na mesma balança.
A confirmação
Decide os acabamentos, passamos a encomenda, a fábrica assina a data: daqui conta o prazo a sério. Risco: dias perdidos numa cor enquanto o calendário espera — avisamos enquanto acontece.
A produção e o caminho
Enquanto não vê nada, vigiamos nós: avanço na fábrica, agrupamento dos fabricantes num só envio, documentos. Risco: um atraso na produção — a data nova chega-lhe antes de ter de a pedir.
A entrega, e o que vem depois
As caixas chegam à marcação combinada; se algo vier marcado, fotografia e número da encomenda, e a reclamação é nossa. Depois, a morada continua a mesma: peças, mais uma cadeira no mesmo acabamento, um documento extraviado.