Cadeiras e poltronas para auditório

As cadeiras de auditório desenham-se com a sala, não depois dela. A inclinação da plateia, a distância entre filas, a largura dos corredores e a visibilidade para o palco decidem o modelo antes de qualquer escolha de catálogo. Por isso trabalhamos sobre a planta e a secção, fila a fila, e só depois falamos de estofos e cores.

É a linha para auditórios municipais, aulas magnas e auditórios universitários, centros de congressos e teatros: lugares fixos ao pavimento com fixação estudada para o tipo de piso, assento rebatível, numeração de filas e lugares e, quando a sala também recebe aulas e congressos, prancheta de escrita rebatível. Para uma sala aberta ao público convém pedir-nos o nível de utilização declarado pelo fabricante segundo a EN 12727 e os ensaios de inflamabilidade do estofo completo.

Para salas de aula, seminários e espaços de formação com mesas e cadeiras móveis, a secção de mobiliário universitário e escolar é o ponto de partida.

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Perguntas Frequentes

Que nível de utilização da EN 12727 pedir para um auditório municipal?

A EN 12727 classifica os assentos fixos em quatro níveis de utilização, de 1 a 4, conforme a intensidade dos ensaios de resistência e durabilidade a que são submetidos. Um auditório municipal com programação regular e público que muda a cada sessão situa-se nos níveis mais exigentes. A EN 13200-4, sobre os lugares em instalações para espectadores, remete para esta classificação: o nível deve constar por escrito na documentação do fabricante, e não ser deduzido do aspeto da cadeira.

Quantos ciclos deve aguentar um assento rebatível?

O número de ciclos não se adivinha, pede-se: o fabricante deve indicar quantas aberturas e fechos o mecanismo suportou nos ensaios e segundo que norma. Tão importante como esse valor é a manutenção: perguntar se o mecanismo, o estofo do assento e as pranchetas se substituem peça a peça, sem desmontar a fila, e durante quanto tempo as peças de substituição ficam disponíveis. Numa sala municipal é isso que mantém a plateia completa ao longo dos anos.

Quando faz sentido escolher cadeiras de auditório com prancheta?

Quando a sala não serve só para espetáculos: aulas magnas, auditórios universitários e salas onde se realizam congressos e formações. A prancheta rebatível dá apoio para escrever ou para um tablet sem ocupar espaço quando está fechada, mas tem de ser prevista desde o início, porque altera a distância entre filas e o espaço livre de passagem. Convém confirmar a dimensão útil da prancheta e de que lado abre, sobretudo a pensar nos utilizadores canhotos.

Como se passa da secção da sala à disposição dos lugares?

A secção mostra a inclinação ou os degraus da plateia e a altura dos olhos em cada fila, que é o que garante a visibilidade para o palco. Com esse dado define-se a distância entre filas, a largura de cada lugar e se as filas acompanham uma curva; os corredores e as larguras de evacuação são fixados pelo projeto da sala. Só então se escolhe o modelo: a cadeira adapta-se à sala, e não o contrário. Numa sala existente, um levantamento com as cotas principais chega para começar.

Como preparar o pedido de cadeiras para um auditório

Quatro passos para que a proposta parta da sala real e dos requisitos do recinto, e não de uma escolha de catálogo.

Reunir planta e secção
Começamos pelos desenhos da sala: a planta com paredes, palco e acessos e a secção com a inclinação ou os degraus da plateia. Num edifício existente basta um levantamento com as cotas principais para uma primeira distribuição. Os desenhos permitem calcular quantos lugares cabem de facto e onde posicionar os corredores.
Definir lugares, filas e corredores
Com a secção fixam-se a distância entre filas, a largura de cada lugar e o número de lugares entre corredores, dentro do que estabelece o projeto de evacuação do recinto. Neste passo reservam-se também os lugares para cadeiras de rodas e decide-se se a sala precisa de prancheta de escrita.
Reunir os requisitos técnicos
Recolhem-se os requisitos que a cadeira deve demonstrar: nível de utilização segundo a EN 12727, ensaios de inflamabilidade do estofo segundo a EN 1021-1 e a EN 1021-2 e o que for pedido no caderno de encargos. Pedimos ao fabricante a documentação por escrito, para que acompanhe a proposta.
Escolher acabamentos e numeração
Por fim escolhem-se estofos, cores, acabamentos de laterais e costas e o sistema de numeração de filas e lugares. O tecido avalia-se pela resistência e pela facilidade de limpeza, além da cor, e convém confirmar a disponibilidade de peças de substituição para os anos seguintes.