O que tem em mente?
Condições dedicadas a empresas, profissionais e gabinetes de projeto
O que tem em mente?
Condições dedicadas a empresas, profissionais e gabinetes de projeto
Numa poltrona de direção, um braço que não se regula costuma ser uma poupança. Na Cloud Chair é uma decisão de projeto: a ficha técnica da ICF descreve dois braços fixos, de duas formas, e mais nada. O Task é aberto, em alumínio injetado, com um apoio em poliuretano integral macio ao toque, para postos operativos e de direção. O Meeting fecha-se em alumínio e destina-se à sala de reuniões e ao visitante. Entre as cadeiras executivas de escritório que acompanhamos, poucas assumem uma renúncia com esta clareza.
A renúncia faz sentido porque o conforto chega por outro caminho. Assento e encosto são duas telas suspensas num perímetro de alumínio extrudido, em rede de nylon, em rede elástica ou revestidas a tecido e pele: adaptam-se ao corpo, distribuem o peso e acompanham o mecanismo sincronizado quando se recua. Sottsass Associati desenhou-a para a ICF em 1998 a pensar numa atmosfera descontraída no trabalho; o braço que não se mexe é a parte mais visível dessa ideia.
Três alturas de encosto, base de quatro raios com ponteiras ou de cinco raios com rodízios, estrutura polida, cromada ou pintada. Quem trabalha à secretária recebe o Task; quem é recebido no gabinete ou participa à volta da mesa, como nas cadeiras de reunião, o Meeting; quem espera pode sentar-se em qualquer uma das duas. A La Mercanti entrega a Cloud já montada e faz a primeira regulação, a da altura, com o cliente sentado.
Indique-nos os acabamentos que pretende avaliar
Não: é um acessório com código próprio, SLXN, em poliuretano expandido preto. Instala-se e retira-se em qualquer momento, segundo a ficha da ICF, e a sua presença aumenta automaticamente a tensão da tela do encosto. Regula-se em altura com um curso de 6 cm; o manual indica fazê-lo sentado, agarrando o suporte com as duas mãos e levando-o, em geral, à altura dos rins. Para quem compra, significa que a mesma Cloud serve duas pessoas com costas diferentes: uma pede o apoio, a outra não, e a cadeira não muda de código.
Pouco, e por uma razão de fabrico. A ICF usa bovino de flor integral com 1,2-1,4 mm, tingido à anilina com um acabamento leve, recurtido ao vegetal e colorido de forma uniforme em toda a espessura: um risco mostra a mesma cor por baixo, não um fundo claro. Rugas e cicatrizes são sinais de origem, não defeitos, e por isso a própria ICF avisa que a correspondência exata entre a amostra e a pele fornecida não pode ser assegurada. Existem 15 cores; a versão ignífuga faz-se a pedido.
Quando a cadeira deve ficar onde foi posta. A base de quatro raios leva ponteiras em nylon preto de 37 mm de diâmetro, com um elemento central em borracha macia, e corresponde aos códigos terminados em 08: nessa versão a basculação é livre, sem bloqueio. É uma configuração frequente em redor da mesa de reuniões ou diante de uma secretária, onde uma cadeira que não rola é muitas vezes a escolha mais serena. O conjunto de substituição tem o código SAF5.
É, e tem um código só. Nas combinações BX, CX, FX e EX a segunda letra indica o encosto em rede e a primeira o assento revestido: tecido da categoria B, C ou F, ou pele da categoria E. A rede fica nas costas, o tecido ou a pele onde se vê e se toca primeiro, e as duas telas continuam suspensas no mesmo perímetro de alumínio. Com as letras duplas, BB a EE, assento e encosto levam o mesmo revestimento; com XX a cadeira é toda em rede, mas apenas na Rete Elastica.
Passa, e a ficha técnica enumera-as: EN 1335-1-2-3:2014 para cadeiras de escritório, UNI 9084:2002 e ANSI/BIFMA X5.1:2002. A ICF declara ainda a UNI 8591:1984 com a FA 1:1995 e a UNI 9083:1987. Num caderno de encargos português basta copiar estas siglas para a linha da cadeira; num projeto que atravessa o Atlântico, a mesma Cloud serve os dois lados sem trocar de modelo.
A ICF publica instruções de cuidado separadas para o tecido e para o alumínio da Cloud Chair. Cinco gestos, na ordem em que surgem no dia a dia de um gabinete, e uma lista curta de produtos que nunca se usam.
A limpeza corrente do tecido da Cloud Chair faz-se com o aspirador e o bocal para têxteis, passando sobre a tela do assento e do encosto. A ICF é taxativa: nada de escova, nem manual nem rotativa, porque o atrito levanta a fibra e cria pilling. Nesta fase a estrutura de alumínio à volta da tela não precisa de nada.
Uma nódoa no tecido pede um detergente a seco específico para têxteis, aplicado sobre a mancha. Água e qualquer outro líquido ficam de fora: a ICF avisa que podem causar dano permanente ao revestimento. Também os produtos de limpeza à base de petróleo estão excluídos. A regra é curta e vale para todas as coleções de tecido admitidas na Cloud: nenhum líquido sobre a tela.
O perímetro extrudido, os braços e a base em alumínio injetado limpam-se com um pano macio, água e sabão neutro. É a mesma indicação que a ICF dá para as partes em plástico, como as alavancas e a manga do mecanismo, que não toleram abrasivos nem álcool. Um gesto simples, repetido quando a superfície o pede, chega para um gabinete de uso normal.
Solventes, diluentes, álcool, abrasivos e sprays de polimento: a lista do que a ICF exclui para o alumínio tem cinco entradas. São exatamente os produtos a que se recorre quando uma marca não sai com água, e é nesse momento que se estraga um acabamento polido ou cromado. Se a marca persiste, fica onde está: a estrutura vale mais do que a pressa.
A ICF declara-o sem rodeios: o alumínio cromado, acabamento 55, mantém o brilho ao longo do tempo, enquanto o alumínio polido, acabamento 47, sofre um processo natural de oxidação. Não é um defeito nem uma falha de limpeza. Quem quer uma superfície igual ao primeiro dia pede o cromado; quem aceita que o metal mude de tom com os anos fica bem com o polido.